Hoje Morreu Uma Pessoa...
Hoje morreu uma pessoa da nossa família. Ele estava sempre perto de nós, sempre com um sorriso acolhedor, mas agora desapareceu. No seu lugar está o vazio, o silêncio e a dor.
Esta pessoa não era humana, era um cão, mas era uma pessoa mesmo assim. Pelo menos, o que nós sentimos é que perdemos uma pessoa e sabemos que esse sentimento é genuíno.
Quando chegávamos a casa, lá estava ele ansioso por nos receber. Sem ter tocado na comida na nossa ausência, corria a matar a fome após os rápidos cumprimentos iniciais para depois então nos cumprimentar adequadamente, provavelmente interrogando-se porque motivo o tínhamos deixado novamente sozinho e preocupado durante tanto tempo.
Como qualquer cão, ele gostava muito de alguns petiscos e certificava-se de que nós o sabíamos, mas gostava bastante de alguns petiscos pouco usuais. O mais engraçado era provavelmente o troço de couve. Sempre que se preparava couve, lá vinha ele pedir efusivamente um troço de couve para mastigar.
Depois havia o seu projecto secreto: um túnel na parede por baixo das escadas. Trabalhava nesta empreitada quase todos os dias há já largos anos, mas ainda não tinha avançado mais do que um centímetro. Contudo, a sua determinação era enorme e nunca pensou sequer em desistir.
Em casa, "passeio" ou "passear" eram palavras proibidas. Nem quando ele estava a dormir se podia falar nisso, porque ele vinha logo aos pulos para junto de nós. E não é como se ele saísse só duas ou três vezes por dia de casa, ele podia sair muitas vezes, mas o passeio era diferente. O passeio tinha sempre muitos cheiros novos e interessantes. Ele gostava de passear connosco e nós gostávamos de passear com ele.
Hoje morreu uma pessoa da nossa família, mas podemos ter algum conforto no facto de saber que teve uma vida feliz. Infelizmente, hoje morreram muitas mais pessoas com as quais ninguém se importa. A maioria delas não conheceu família, não tinha lar, nunca teve carinho, nunca foi feliz. Quando vamos nós olhar para os outros animais que são mortos todos os dias aos milhares na indústria da alimentação, na indústria da experimentação ou na indústria da moda como indivíduos com uma personalidade única e com direito à vida, da mesma forma que já conseguimos fazer com os cães ou os gatos?
Até sempre, Bill... (2000/03/01 - 2008/02/29)
Publicado sexta-feira, 29 de Fevereiro de 2008
14 Comentários
Só quem perde um animal é que sabe a dor que é. Eu perdi o meu Rex há três anos e desde aí nunca mais consegui preencher a falta que ele me faz. Rex aonde tu estiveres, lembra-te sempre que eu te adoro e que nunca vai existir um cão como tu.
Hoje estou com uma dor imensa no peito, perdemos o nosso grande amigo "pequeno" um poodozinho lindoo, carinhoso e amoroso, amavamos ele demais e não sabiamos, pena que descobri isso tarde demais, e o remorso que esta em meu coração esta me corroendo, pois ele ficou doentinho na terça feira e fui levá-lo ao veterinário na sexta, acho que poderia ter salvo ele antes, mas não deu tempo, um maldito carrapato o matou, deu uma doença nele e foi fatal, meu filho de 5 anos esta sofrendo demais, não sei mais o que fazer, a dor é imensa, mas um outro cachorro não substituirá o nosso amado pequeno, PEQUENO NÓS TE AMAMOS DEMAIS. esteja voce onde estiver saiba disso, mesmo que agora seja tarde ME PERDOA MENININHO EU TE AMO DEMAIS TÁ
BJS DO Bielzinho
Dia 4 meu bebezinho - KIKA, morreu envenenada. A tristeza é grande, a saudade infinita e dolorida. Até quando vamos conviver com estas atrocidades?
não posso dizer que sei o que estão a sentir, mas passo a imaginar, eu também tinha um cãozinho, muito amável e que me fazia entender que não era impossivel compreenderem-me, ele, ele sim, entendia-me, mas passo a dizer-vos preferi que morresse do que vê-lo a sofrer como realmente estava!depois imaginei: perdi um grande amigo, e os meus pais deram-me outro que o pode substituir.digo-vos:também gosto muito dele, mas como ninguém substitui ninguém, há sentimentos que também não se substituem. sejam felizes fazendo os vossos animais felizes!!!
eu tenho 9 anos e estou sofrendo muito com a perda de alguem muito especial, o luck. ele era um gato espuleta que adorava passear. todos olhavam eu com o meu 'pasteu de queijo' (o gato). ele era carinhoso, uma vez eu cai e ele veio encima de mim e me lambeu com um olhar triste, eu achei isso uma graça. ele estava com 5 messes e 15 dias quando ele morreu. a suspeita era que deram um chute nele e ele quebrou a perna, vomitava muito e teve um ataque e morreu quando estava no veterinario.
Também já perdi dois grandes amigos de quatro patas.A última - a Bibi - viveu connosco 17 anos. Quando chegávamos a casa saltava da sua caminha alegremente só descansando quando lhe davamos muitas festas. Quando algum de nós estava triste ela olhava com seus olhitos tão meigos pondo as patitas no nosso colo ou saltando para o sofá e lambendo a nossa cara num esforço extremo para nos vêr sorrir. Viajou connosco, fez parte integrante das nossas festas, mimou os nossos filhos e netos e ajudou a passar os piores momentos. Agora já cá não está mas como se disse acima....morreu uma pessoa ... da família.
Fez ontem oito dias que desapareceu o meu gato, o Noddy... A semana foi uma angústia... Não somos pessoas de ter muitos animais, aliás, é o nosso segundo animal de estimação (tivemos um cãozinho, o Scooby, que já faleceu), mas estamos a ter muitas saudades do nosso bichinho, por isso, percebo o que está a passar... (Quem quiser saber mais sobre o Noddy, pode ir a http://www.encontra-me.org/anuncio/5063).
Olá, tive conhecimento do vosso site através de alguém que publicou um comentário no blog centrodocedro.blogspot.com, que é uma quinta privada de ingleses em Miranda do Corvo que acolhem animais abandonados. Agora em relação à morte de um amiguinho nosso, infelizmente já passei por algumas situações. o meu tareco, a tequilla, o bingo e a violeta, todos eles atravessaram a "ponte do arco-iris". Como vivi alguns anos na Alemanha e ainda vou mantendo contacto com amigos e consultando sites alemães sobre animais, li em vários sobre esta "ponte". É uma descrição muito bonita que parece tornar a perda de um amigo de 4 patas menos dolorosa. Se quiserem, posso traduzir-vos (pelo menos tentar) o texto da "ponte do arco-íris" para vocês, se assim o entenderem, publicarem aqui. Têm o meu contacto. Até breve.
Já não me lembro bem como foi nem quando foi, pois era muito pequena, mas tenho uma vaga ideia. Eu tinha dois rouxinóis do Japão - o Piu-piu, que ainda está vivo e que tem mais de 14 anos, e o Kirikiki, que já morreu. Eram muito amigos e andavam (voavam) pela casa cheios de alegria. Os dois partilhavam a mesma gaiola.
Ao longo dos dias o Kirikiki ficava cada vez com menos penas e nós não sabíamos como resolver esse problema. Um dia apanhámos o Piu-piu a dar bicadas ao Kirikiki. No dia seguinte estava o Kirikiki morto.
Continuo a ter o Piu-piu, mas já não o amo da mesma maneira. Ele já não anda pela casa até porque agora nós temos dois gatos.
Fazem 17 anos e já deveria ter esquecido. Mas como há pessoas inesqueciveis há cães inesqueciveis. Pupy era o nome dele. Quando chegou em casa era uma bolinha peluda. Foi crescendo com todo nosso carinho e sendo um grande companheiro para minhas duas crianças. Minha primeira surpresa foi certo dia ao chegar do trabalho ser recebida com enorme sorriso. Sempre pensei que fotos de cão sorrindo era montagem. Não é. E as surpresas foram se sucedendo. Só saia com guia, mas um dia escapou e foi correndo subindo a rua. Eu gritava: Volta Pupy!!!!!Quando para minha surpresa e espanto de quem passava ouvi ele dizer num tom gutural: Não! As pessoas paravam e riam. Com o tempo veio: Mãe. Tinha muitos brinquedos. Quando chegava visita que o elogiavam eu dizia: Pupy, mostra seus brinquedinhos. Ele ia buscar e ia pondo um a um em frente as visitas. Quando aparecia barata, bastava gritar: Pupy! Barata! Ele vinha correndo e batia com a pata até ela morrer. Se ela se escondia, ele sentava e esperava pacientemente até ela sair. Disputava a cama com minha filha. Foi um grande companheiro! Certa noite eu estava datilografando alguns documentos quando ele subiu na cadeira e colocou as patas na máquina de escrever. Era seu primeiro pedido de socorro que não entendi na hora. Logo depois percebi que ele estava com dificuldade para respirar. Liguei para o veterinário que já estava dormindo. Fomos todos com Pupy para a clínica, mas não deu tempo. Morreu no meu colo. Um novo vizinho que não gostava de animais tinha dado veneno para nosso menino. Saudades eternas Pupy amado!
no dia 29/02/2008 morreu a minha branquinha, uma dalmata de 4 aninhos. cá em casa estamos todos tristes, principalmente a minha filha de 9 anos. a branquinha nunca sera esquecida
Não há palavras que nos consigam fazer sentir melhor quando alguém que amamos nos deixa, por isso deixo apenas toda a força do mundo.
nossa, quanta tristeza... e sempre uma tristeza enorme, e uma dor muito grande quando perdemos alguém que muito amamos... pois apesar de ser um animal com certeza era muito amado... eu falo por mim, AMO DEMAIS os meus caes lindos (um cao e uma cadela), infelizmente encontro-me no estrangeiro vai fazer um ano, e a saudade e GIGANTESCA, doi demais... mas gracas a Deus estao bem, estao com a minha mae... nao podem colocar fotos do Bill... ele morreu de quê...
Descansa em paz Bill...
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Hoje morreu o meu cãozinho "DIOR". Nunca pensei que fosse tão difícil fazer face a esta dor, perdi com certeza o meu melhor amigo e isso devido a uma vizinha que lhe dava ossos sem nunca termos desconfiado. Por isso tenham muito cuidado com os vossos vizinhos, a maldade da raça humana não tem limites.
Até sempre meu amigo nunca te esquecerei.
Publicado em 20 de Agosto de 2008, às 16:09 por Paulo Maio